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Feiraguay vira tema de filme com destaque para história e cultura de Feira de Santana

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Documentário sobre a feira estreia no Panorama Coisa de Cinema. Festival acontece entre março e abril, com exibições do filme em Salvador e Cachoeira.

Por Ketheleen Serra, g1 Feira de Santana e região

Documentário sobre o Feiraguay estreia em festival

Um centro comercial, que é quase ponto turístico de tão famoso. É também conhecido pelos baianos como o espaço pioneiro ao importar tendências do varejo nacionais e internacionais. O Feiraguay é o principal ponto de comércio popular de Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia, e agora virou tema de filme.

O documentário “Feiraguay”, do diretor Francisco Gabriel Rêgo, mostra outra vertente da feira a partir das histórias de quem sustenta o lugar. O filme será exibido pela primeira vez durante a 21ª edição do Panorama Internacional Coisa de Cinema, após ser selecionado para a Competitiva Baiana do festival.

Com 68 minutos de duração, o longa parte da vivência pessoal do diretor como feirense. Rêgo disse ao g1 que a ideia surgiu ainda na infância, quando frequentava o comércio popular. “Sempre observei o Feiraguay como um espaço importante para compreendermos a nossa cidade. Acredito que é um espaço fundamental para entendermos as características de Feira de Santana e suas transformações”.

Para o diretor, a feira vai além de um centro comercial, estando diretamente relacionada às tradições dos moradores e à cultura da cidade. “É um pouco disso que tentamos mostrar no filme, o Feiraguay como um espaço que dialoga com aspectos importantes que ajudaram a construir a história da cidade”.

Histórias de comerciantes na tela

Documentário sobre o Feiraguay estreia em festival — Foto: Arquivo Pessoal

Documentário sobre o Feiraguay estreia em festival — Foto: Arquivo Pessoal

Segundo Rêgo, o documentário mostra como a feira sintetiza a história, as transformações e as identidades da cidade. Cada pessoa retratada no filme carrega parte dessa trajetória.

“Falar do Feiraguay é, de certa forma, falar da história de Feira de Santana. São pessoas que chegaram em diferentes momentos, com sonhos e caminhos diversos. O espaço representa esse movimento de encontros e de construção de oportunidades”.

A escolha dos personagens aconteceu a partir de uma pesquisa de campo — Foto: Arquivo Pessoal

A escolha dos personagens aconteceu a partir de uma pesquisa de campo — Foto: Arquivo Pessoal

🎥 O longa foi realizado ao longo de cerca de oito meses, desde a pré-produção até a finalização. O trabalho contou com a participação do Pau Ferro Produções e o Coletivo Urgente de Audiovisual (Cual), que desenvolve curtas e longas-metragens em cidades da Bahia.

A equipe percorreu o espaço, conversou com comerciantes e registrou histórias — Foto: Arquivo Pessoal

A equipe percorreu o espaço, conversou com comerciantes e registrou histórias — Foto: Arquivo Pessoal

A escolha dos personagens foi feita a partir de uma pesquisa de campo, com apoio da Associação de Vendedores Ambulantes de Feira de Santana (AVAMFS). A equipe percorreu o espaço, conversou com comerciantes e registrou memórias marcadas por deslocamentos, trabalho e sobrevivência.

Entre os relatos, estão desde histórias de vendedores que viajavam para o Paraguai em busca de mercadorias até aqueles que encontraram no comércio uma forma de se estabelecer na cidade. Além das entrevistas, o documentário utiliza imagens de arquivo, sons e registros do cotidiano para construir uma narrativa que valoriza a memória e a paisagem urbana.

A proposta, segundo o diretor, é apresentar o Feiraguay como uma “paisagem histórica”, capaz de revelar as transformações da cidade ao longo do tempo.

“Filmar Feira de Santana foi uma forma de reconstruir um olhar sobre a cidade, a partir das nossas histórias, memórias e vivências”.

Além das entrevistas, o documentário utiliza imagens de arquivo, sons e registros do cotidiano — Foto: Arquivo Pessoal

Além das entrevistas, o documentário utiliza imagens de arquivo, sons e registros do cotidiano — Foto: Arquivo Pessoal

🎬 A estreia no Panorama Internacional Coisa de Cinema foi recebida com entusiasmo pela equipe. Para o diretor, exibir o filme em Salvador tem um significado especial. “Pensei logo na oportunidade de ver Feira de Santana e o Feiraguay projetados na tela do Cine Glauber Rocha. Isso representa reconhecer as histórias e as pessoas que fazem parte desse espaço”.

O festival acontece nos meses de março e abril, com exibições do documentário em Salvador e Cachoeira. A primeira sessão foi na sexta (27), com debate no Cine Theatro Cachoeirano.

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